terça-feira, 16 de maio de 2017

ÒRÌṢÀ DOUTRINADO



A principio acredito que se faz necessário esclarecer, que o termo "doutrina" nesta postagem, refere-se ao "conjunto coerente de ideias fundamentais a serem transmitidas, ensinadas e o conjunto das ideias básicas contidas num sistema filosófico e religioso.

Acredito que a primeira manifestação de um Òrìṣà, durante o transe de possessão de um neófito, dar-se de forma primitiva. De uma maneira mais clara, quem nunca viu uma ìyáwòrìṣà cair solo abaixo durante sua primeira manifestação? Quem nunca presenciou um ìyáwòrìṣà durante o primeiro contato com o seu Òrìṣà, começar a estrebuchar-se de maneira assustadora? 

Assim sendo, qual o procedimento a ser tomado nessas duas situações? Obviamente seria levantar o neófito do chão com as palavras “kí o dìde dúró" ensinando ao Òrìṣà, que em sua próxima chegada, evite de derrubar o corpo de seu filho no chão; assim como, "má ṣe fara ya" para aquele que se apresenta agitado.

A maioria dos Òrìṣà, sempre trazem consigo uma particularidade que os identificam. Porém, entendo que existe a necessidade de ensinar determinados atos e costumes. Lembrando que, ainda existem Àwọn Òrìṣà que não aceitam certos tipos de ensinamentos e se insistirmos, empacam feito burros (com todo respeito). Quem nunca presenciou um(a) iniciado(a) dançar maravilhosamente bem, enquanto sua Divindade "não tem pé de dança algum"?

Talvez nos dias de hoje, não vemos mais ìyáwòrìṣà desfalecer ou agitar-se convulsivamente quando uma energia tão poderosa toma o seu corpo pela primeira vez. Na atualidade podemos perfeitamente observar a primeira manifestação do Òrìṣà de forma dita como "polida ou lapidada", onde a denominada doutrina não se faz mais necessária. 

Baba Guido Olo Ajagúnà. 

quinta-feira, 30 de março de 2017

O TEMPO & O CANDOMBLÉ



Nossas vinte e quatro horas, não são mais suficientes para a nossa rotina de vida, por mais que nos organizamos, faltam-nos tempo para fazer tantas outras coisas que gostaríamos de realizar. 

Temos tempo para a nossa família, para o nosso emprego, para o nosso estudo e raramente temos tempo disponível para frequentar mais assiduamente um Terreiro de Candomblé. Quando digo assíduo, digo aquele membro que não chega apenas na hora da festa e vai embora quando termina a festa. Refiro-me aquele que chega para as funções que antecedem uma Festa de Santo. 

Tempo é tudo no candomblé. Inclusive temos uma divindade com o nome equivocado de "Tempo", do qual sabemos que na realidade se trata de um Nkisi com o nome de Kitembo ou Kindembu. 

O vocábulo tempo muitas vezes é usado de maneira positiva. "Todo o tempo que tenho disponível me dedico a minha religião, ao meu Òrìṣà e à minha Casa de Candomblé. Sempre reservo um tempo em prol da minha religião." 

Por outro lado a palavra tempo, é usada de maneira negativa. "Não tenho tempo para macumba, não tenho tempo para ir ao Terreiro de Candomblé, não tempo para isso ou aquilo." Mas a maioria tem tempo para ir em Terreiros Alheios. 

O tempo engrandece e satisfaz o ego de muitos, quando usados nas celebres frases: "No meu tempo não era assim" ou "Meu tempo é agora". 

O tempo cada vez mais escasso, tem feito mudanças em nossa religião, e a praticidade é uma das grandes responsáveis pela perca dos costumes e tradições. Por mais dolorido que sejam as frases tais como, "Não perco mais o meu tempo em fazendo isso ou aquilo" ou "No meu tempo se fazia assim, mas hoje não temos mais tempo para isso" temos que conviver com esta pratica tão comum nos tempos de hoje.  

Na maior parte das vezes, o ser humano quer fazer a sua própria vontade e receber as coisas no seu próprio tempo. Mas infelizmente o tempo de Ọlọ́run ati Àwọn Òrìṣà são diferentes dos nossos. Eles são perfeitos em tudo aquilo que fazem. Sabem quando é o melhor tempo recebermos certas coisas na nossa vida. Se for merecedor, simplesmente espere e confie. 

Em particular, compreendo que o meu tempo dedicado a minha religião, nunca é perdido. Mas tenho medo de já ter perdido muito tempo dentro do Candomblé. Tenho medo que seja cada vez mais difícil seguir em frente com o Candomblé tão mudado. Tenho medo de endurecer, de me fechar, de me encarapuçar dentro de uma solidão.

De qualquer forma o tempo sempre será o tempo!

Baba Guido Olo Ajagúnà

terça-feira, 28 de março de 2017

Iniciação e Consagração no Culto aos Òrìṣà e as Falsas Promessas.


Infelizmente existem muitos Babalòrìṣà ati Ìyálòrìṣà motivando pessoas para crer em promessas que Àwọn Òrìṣà nunca fizeram nas suas Palavras e sim nas "palavras" daqueles que usam o nome de nossas divindades para benefício próprio. 

Obviamente que se Òrìṣà nunca as fez, não está comprometido em cumpri-las, mesmo tendo sido feitas em nome do sagrado. O perigo em qualquer religião do mundo é que as falsas promessas produzem frustração e muitos acabam se decepcionando, não com quem fez a promessa em nome dos Òrìṣà, mas com o próprio Òrìṣà e com o candomblé.

"Faça o Santo e tudo em sua vida se resolverá" Será???

Observe que entre Òrìṣà lhe dar as ferramentas para você resolver todos os problemas de sua vida e Mortais terem prometido em nome de Imortais milagres para a solução de seus problemas há uma grande distância.

Outra promessa bastante difundida em nome do Òrìṣà é a da prosperidade a todos os seus filhos. Para muitos o entendimento de prosperidade seria o carro do ano, mansão, casas de praia, empreendimentos altamente lucrativos e assim por diante.
Sabemos que a promessa de prosperidade alimenta a vaidade humana e a insaciável sede pelo ter, possuir e conquistar. 

Este tipo de promessa me parece muita estranha, porque se isto for a prosperidade do Òrìṣà, não teria ouvido da boca de grandes representantes de nossa religião que passaram necessidade e pouco souberam o que é ter fartura.

Tenho observado entre o Povo de Santo muitos de nossos irmãos frustrados com Òrìṣà porque não receberam aquilo que foi prometido antes de sua iniciação e consagração no culto com base em promessas de que teriam melhoras nas finanças, muitas vezes no relacionamento amoroso, as vezes na saúde, entre tantas outras promessas. O mais decepcionante de tudo, são aqueles que ouviram de seus Baba e Ìyá, que o não receberam as Graças das Divindades, pelo fato de não terem seguido corretamente os preceitos determinados pela religião e tantas outras chulas justificativas.

Baba Guido Olo Ajagúnà

Por que o ìyáwò não permanece na Casa de Candomblé?


Obviamente que na maioria das vezes Àwọn Babalorìṣà ati Ìyálòrìṣà irão dizer que não existe mais ìyáwò nos dias de hoje, não prestava para fazer o santo, que era um ingrato e tantas outras justificativas. Mas será que a culpa é somente do ìyáwò? Possa até ser que seja dele! Mas na maioria das vezes a maior culpa é dos próprios Baba e Ìyá, ou seja, os problemas estão neles.

Muitos são aqueles que no afã de se obter uma Casa de Candomblé com centenas de filhos e filhas de santo, não dão importância alguma quanto a questão de um individuo ter ou não a necessidade de uma iniciação dentro do Culto aos Orixás. Em uma colocação muito particular digo: "todos podem ser iniciados, mas nem todos nasceram para iniciar-se no candomblé".

Outro fator importante é quanto a questão de descartar a decisão do Òrìsà Dono do Terreiro, de aceitar o noviço em sua comunidade e se a Divindade Tutelar do noviço aceita o Baba ou a Ìyá para zelar dele e de seu filho(a).

Sem a necessidade de mencionar no fato de muitos sacerdotes e sacerdotisas de nosso culto persuadir pessoas com falsas promessas, inclusive usando as celebres e falsas frases: "Se você não fizer seu santo, vai morrer" e/ou "Se fizestes seu santo vai enriquecer". Também não vejo a necessidade de entrarmos em detalhes, quanto a questão do comportamento inapropriado de certos Lideres Religiosos e Religiosos.

Baba Guido Olo Ajagúnà

VIVER DECEPCIONADO É UMA QUESTÃO DE ESCOLHA!


Assim sendo, prestes a fazer 54 anos de vida e 31 anos de iniciado e consagrado ao Òrìsà Ajagúnà, decide não mais viver em um Mundo de Decepções.

Fala-se que se você não quiser ser decepcionado, não confie nas pessoas. Mas como não confiar nas pessoas? Confiei em tantas pessoas e quando menos esperei a decepção me deu uma ligeira rasteira.

Acredito que a decepção é uma pinguela que devemos saber nos equilibrar para não ver o fundo do rio da tristeza. Porém, a mais profunda tristeza é ser decepcionado por alguém que jamais esperávamos ser enganados.

Tentarei evitar a decepção a todo custo, tanto aquelas que possam surgir de meus contatos sociais quanto religiosos. Mas se ela vier, e estou ciente que virá, mais uma vez a suportarei, afinal ela é uma praga que atinge a todos e como ser humano não estou livre dos infortúnios da vida.

Alem do mais, tenho comigo que a decepção é um adereço no pescoço da vida; uma coisa pela qual todos passam. Mas o pior de tudo é sentir a dor de uma decepção jamais esperada. As decepções me ensinaram grandes lições e me ajudaram a compreender o verso e o reverso da vida.

Procuro não decepcionar a ninguém, sigo minha vida falando e praticando a verdade, mesmo que essa seja apenas a minha verdade; não escondo meus defeitos e virtudes, sou o que sou, igual para todo mundo, há quem me gosta e quem me recrimina. Mas infelizmente não posso agradar a todos.

Baba Guido Olo Ajagúnà

quinta-feira, 23 de março de 2017

SEJA QUAL FOR A ESCOLHA. TEMOS DIREITO E DEVERES


Qual é a finalidade de pertencer à uma Casa de Candomblé? Aonde teus status e condições financeiras não tem influência tão pouco e poder sobre o Àṣẹ?

No qual você não pode decidir, quanto tempo será o período de reclusão para a iniciação e/ou quaisquer tipo de  obrigações. Não poderás, determinar suas divindades tutelares sobre  seus caminhos, e suas representações.

Não havendo chances alguma de comprar o cabelo, e muito menos barganhar o resguardo. Não existe possibilidades de propinas para se candidatar a um ou mais Oyè.

Não podendo se quer de forma alguma, em decidir o que será ofertado a sua divindade, e tão menos a roupa que ele(a), irá vestir e os adornos que irá usar. 

Que neste local aonde condições sociais não lhe dão o direito de indagar na inclusão ou exclusão de seus membros, e tão pouco, que qualquer um destes façam o seu trabalho dentro desta comunidade.

Dentro desta roça aonde existem direitos e deveres, o zelador é apenas o intermediário entre os homens e as divindades. Uma família de santo que deve seguir orientações e conselhos de seu Babalòrìṣà e a ordem de todos os Òrìṣà. 

Pois assim é a Casa de Candomblé "Ilé Ibùjọsin Àṣẹ Ajagúnà" - Terreiro da Casa Grande, onde existe respeito, religiosidade com lealdade, e liberdade não é confundida com libertinagem.

Baba Guido Olo Ajagúnà.

DE NADA VALE A VONTADE DO SANTO


Antigamente se perguntava para o Santo do Dia: O que ele queria? O que desejava receber de oferenda? Se queria festa e até mesmo se desejava vestir uma roupa nova? Hoje não existe mais isto, e se existe, é raridade! Penso que as pessoas se preocupam mais com o Povo de Santo do que com o próprio Santo.

Se o Santo disser que naquele ano seja apenas ofertado "comida seca", ou uma singela "lamparina", e nada de festa pública a pessoa entra em colapso. Imaginando o que o povo vai dizer. Estão mais preocupados com os falatórios e a opinião alheia (mexeriqueiros) de plantão, dizendo que não teve nada, por falta de dinheiro.

Muitos nem se arriscam em questionar o Santo, com medo das respostas que há por vir. Então começa a organização das festividades e decidem por sua conta e risco. Os bichos que serão sacrificados, as comidas que serão ofertadas, aos Santos; e ainda decidem o figurino e as indumentárias que o anfitrião deverá usar.

Ops!!! Eu disse anfitrião???
Mas, anfitrião não seria aquele que banca as despesas de uma festa e também é o dono da casa, que recebe os convidados para o evento?

Acredito que a denominação deste Santo em questão deveria ser denominado de Fantoche, Marionete, Boneco Ventríloquo, pois o mesmo estará e será manipulado pelo anfitrião ou melhor o dono da Casa de Santo. No final das contas, os aplausos tem que ser pra ele. E não, para o Santo.

Baba Guido Olo Ajagúnà

ÈṢÙ ESCRAVO DO ÒRÌṢÀ? NÃO QUE EU SAIBA!


Èṣù não esta privado de liberdade; não está submetido à vontade de um senhor a quem pertence como propriedade; não esta submetido à vontade de outrem e nenhuma espécie de poder ou força incontrolável.

Ele é um Ser Independente e não um Ser totalmente Dependente, que não consegue se livrar da influência e do domínio de qualquer outro Òrìṣà, que senão dos Domínios do Ser Supremo Olòdùmarè "e olhe lá".

Esse enigmático habitante dos dois planos de existências ọ̀rún - àiyé, não trabalha exageradamente, não vive entre mortais e imortais para simplesmente trabalhar e muito menos sem qualquer tipo de remuneração ou recompensa por seus trabalhos. Todo o trabalho que Èṣù for realizar, pagamento adiantado, as vezes uma barganha ou outra e poucos são aqueles que tem a graça de ouvir dele "depois você me dá um agrado"; o que se trata de um perigo eminente, pois pode ser uma cilada!

O "trickster" do Panteão Ioruba, não pode ser considerado um servo, que simplesmente trabalha como ajudante ou criado de outra Divindade. Para que algo mágico aconteça e resultados favoráveis apareçam, dependemos mais da Força de Èṣù do que do próprio Òrìṣà, ou seja, sua função junto a divindade é indispensável e insubstituível.

Então, que tal chamar Èṣù de Òjíṣẹ́ Òrìṣà - Mensageiro das Divindades ou invés de Ẹrú Òrìṣà - Escravo das Divindades? ou mesmo antes de dizer isso e outras coisas, que tal estudar um pouco de Teogonia Ioruba?

Baba Guido Olo Ajagúnà

O CANDOMBLÉ e a VISEIRA DE BURRO.


Conhecer o Mundo Religioso do Candomblé entre outras coisas é conhecer seus mitos e ritos. Desde da iniciação ouvimos as histórias contadas por nossos Mais Velhos, que as utilizam para nos explicar o que vemos e não compreendemos. A curiosidade do noviço, faz com que absorve em silêncio quase tudo, e muitas vezes não tendo a chance de perguntar absolutamente nada.

A questão é quando esse sistema de conhecimento baseado em “histórias únicas” prevalece e prossegue durante toda a vida de um religioso. Essas "verdades únicas" podem, num futuro não tão distante, se transformar em fonte de desentendimento, distância, estupidez etc etc etc.

Jumentos religiosos prisioneiros da viseira da burrice, dos estereótipos da versão única de uma história sobre um povo ou indivíduo, tendem agredir com palavras de descaso e chacotas. Sabemos o quanto de dor pode causar o coice de uma pessoa que se satisfaz apenas com o que ouviu falar ou o que disse um certo livro sobre tal assunto.

Ainda que relincho possam machucar, seriam problemas menores se no mundo humano correspondessem apenas a vocalizações desconexas. Mas sabemos que seres humanos são bons em transformar toda e qualquer coisa desconhecida em debates e questionamentos sem fundamentações básicas, além de violência verbal de personagens malditos como aqueles que tenho citado nos "posts de protesto" deste espaço.

Aceitar uma única versão sobre um fato, uma pessoa, um povo, uma história pode ser cômodo, pode ser o que o grupo do qual você pertença espere de ti. Mas se um coice seu doer em alguém, saiba que um dia o de alguém vai doer em você também.

A exemplos de minhas postagens que tem o objetivo de mostrar conceitos equivocados, que de gerações em gerações, entram na cabeça das pessoas como "histórias únicas" e para tirar as pessoas da cegueira e da ignorância”.

Ignorância tem cura. E essa cura passa pela curiosidade, ou menos exigente, pela não aceitação do que se ouviu uma vez ou de uma fonte apenas. Há vários níveis de “histórias únicas” dentro de nossa religião.

Porém, não as obrigo a retirar as Viseiras de Burros e não tenho como impedir que se assustem com tudo o que não esteja no campo de visão abarcado por essa indumentária imposta por alguns religiosos, fazendo de seus pobres seguidores, enxergar apenas seus costumes e tradições e não as que estão ao lado.

Se os jumentos com viseira dificilmente conseguem se livras das mesmas por meios próprios, é claríssimo que com seres humanos a coisa é diferente. De modo que pra evitar essas metáforas de jumentos, que tal deixar a preguiça de lado e no mínimo, conversar com aquele outro amigo religioso e procurar saber um pouco sobre os costumes e tradições, antes de ultra simplificar tudo e meter na gaveta do “Caso Encerrado: eu sei que a vida religiosa é assim e ponto final.”

Baba Guido Olo Ajaguna

domingo, 19 de março de 2017

RELIGIÃO NÃO É APENAS UMA QUESTÃO DE ESCOLHA



Há momentos na vida que naturalmente temos ações descompromissada, e muitas vezes utilitária. Podemos decidir se vamos viajar ou ficar em casa nas férias, ou se  vamos experimentar um prato da gastronomia mediterrânea, ou ficar no bom e velho arroz com feijão. Porem existem quesitos que não se experimentam de maneira altruísta. 

Não tem como simplesmente hoje experimentar a iniciação e amanhã desfazer o experimento.  A partir do momento que você se submeteu aos ritos de iniciação sua vida esta  diretamente ligada com a Divindade Tutelar ou como diria: "Se a flecha foi lançada a cegas, não reclame a quem esta possa ter atingido", acabou esta feito; essa é a Lei da Ação e Consequência.

A verdade é que em nossa religião, assim como todas aquelas existentes neste mundo é absolutamente suprema; fonte de sentido para toda a vida,  algo tão sagrado, tão intocável, que ao mesmo tempo torna se frágil, não podemos nos aproximar de forma demasiada à esta.  Não é apenas uma questão de gostar, e sim de vocação e dedicação.

Diante de uma questão muito peculiar da minha parte, entrar em conexão com as divindades, não é algo que pode se experimentar como se fosse ilhas de degustação em feira livres. Somente depois, de um contato paradoxal,  junto ao que comprometa a sua idoneidade com o mundo espiritual, fazendo com que este ser-humano possa compreender plenamente a sua lucidez e reconhece à si próprio todas as consequências de seu livre arbítrio. 

Muitas pessoas frequentam Casas de Candomblé porem não sente nada, não se ver nada mudar,  porque muitas vezes nunca existiu realmente aquele passo inicial e fundamental que só pode ser feito em silêncio e de mãos postas. 

Mais do que todas as coisas na vida, a essência da religião somente é compreendida no interior da fé. A religião do candomblé é uma filosofia que nos transforma constantemente. Depois que nos submetemos a iniciação não dá para entrar e sair desta quando se  bem entende. 

Os traços da iniciação, plasmados em seu corpo e espirito de forma voluntaria não existe como ser retirado. Assim como os ritos litúrgicos do batismo que a sociedade cristã dogmática impõe. Entendo que o rito de iniciação do candomblé não sobrepõe o batismo cristão e vice-versa.

Baba Guido Olo Ajagúnà

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

IDENTIFICADO O GRUPO DO WHATSAPP QUE CRIAM AS "LISTAS NEGRAS" NO RIO DE JANEIRO!



"FERVO DOS ESPIRITOS" 55 21 99342-7621 criou o grupo

[13:07, 25/1/2017] +55 21 99351-0216: LISTA DOS QUE NÃO DERAM CERTO COMO PAI DE SANTO:

EMPATADOS EM DÉCIMO LUGAR: Gláucio de Exu, não canta, não fala, não sabe nada, só sabe fazer bacanal na piscina do seu Barracão, já era apagado, depois que tomou obrigação com Cláudio de oxossi se apagou mais ainda. E Afrânio de Iansã, Sabe nada com nada, só toca sem avisar nada a ninguém com medo da comida não dar pra todo mundo, começou sua obra porque seu Pai Robinho de iansa começou a patrocinar, mas parou, e a obra parou junto. Vive de ônibus pra cima e pra baixo penando.

EMPATADOS EM NONO LUGAR:
Alex de ogum com Ayrá, baxinha da ruazinha de Madureira, não faz festa do seu santo pra ter um álibe pra voltar pra casa da sapatão, em quanto isso engana a gorda da Gisele que vai ser filho da casa, vive as custas de filhos de santo, e fazendo empréstimos no BMG pra tocar makumba. E Marcos Paulo de Omolu: Não sabe NADA, só sabe ficar virado com Cigana e chupando Pau dos bof no sábají do barracão, tem dois pai de santo Chupeta e Cláudio de oxossi.

EMPATADOS EM OITAVO LUGAR:
Alexandre Rocha Baru, toca seu Candomblé sozinho com o caso, e a casa vázia, adora fazer bacanal com seus filhos de santo junto com seus dois casos, nunca fez santo, nem pai Kendala conseguiu arrancar seu rabinho de cavalo e raspar sua cabeça, não sabe nada, só sabe falar mal dos outros.
E Alexandre Sena de Omolu: Toca com a casa vázia, implorando aos amigos pra fazer seu Candomblé, vive as custa da mãe, e dando encima de todo mundo no Facebook, querendo chupar um pau.

EMPATADOS EM SÉTIMO LUGAR:
Pedro dela Costa de Iansã, Omolu e Exu kkk. Meliciano, cafetão de ponto de travesti, adora dar uma de machão, toca Candomblé na casa do coleguinha do Gege, e vive abrindo catacumbas no cemitério pra matar os outros. E Clovis de Oxum, HIV positivo, vive as custas do Robinho de Iansã, vive ostentando uma vida de mentira, mora numa casa alugada e seu carro que foi tomado pela dona por não ter dinheiro pra pagar, depois de anos dando o cu pro caso, resolveu dar a cabeça pra ver se consegue mais estatus.

EMPATADOS EM SEXTO LUGAR:
Junior de jagum, caso do propio pai de santo, faz bacanal numa relação a três, vive chupando Pau no banheiro dos shopping, inicia seu yawos com um ebo só que é jogado dentro de um cesto e virado encima da pessoa, surgiu do nada junto com seu caso Baba Mauro.
E Azury de Logum-éde, Foi expulso do barracão alugado porque não pagou o aluguel, vive caindo bêbado de pombogira, todos os filhos de santo o abandonou depois que fudeu com seu yawo no rondaine.

EMPATADOS EM QUINTO LUGAR:
Júnior de Omolu que agora é de oxum, metido a garotão adora ir a Candomblés de camisetinha e calça apertadinha, quer fuder com todo mundo que ver pela frente, responde a inquérito por roubo na loja aonde era gerente, Fode com filhos e netos, toca no meio do mato, não tem nada e vive hoje como Estelionatário.

E Júlio gordo de Oxum, Fode com tudo que é filho de santo, diz que sabe tudo, só não sabe tirar a miséria da sua vida, toca na numa casinha de sape, que parece a casa do sapo, lama pra todo lado, adora servir salpicão e água nos seus Candomblés.
EMPATADOS EM QUARTO LUGAR :

Givago de yemonja, fudia com o próprio pai de santo que hoje está louco, não perde um final de semana em boates procurando um pau pra chupar, não sabe nada porque nem falar consegue, come o cú de tudo que é pai de santo pra tentar ser alguém, abriu duas casa e fechou por incompetência.
E Fabiano de Ayrá, Fundido na vida, tenta ser pai de santo, sua varanda é uma desgraceira, é a chibita do Candomblé, nem seu Pai de santo visita a sua casa, por ser conhecida como a casa da dieta, aonde ninguém come nem bebe.

EMPATADOS EM TERCEIRO LUGAR :
Jefferson Chupeta de Yemonja, sua casa é uma putaria aonde todos fodem, todos cheiram cocaína, faz santo com uma galinha velha, vive implorando dinheiro a filhos de santo pra poder voltar pra casa, como fazia com o falecido marata, HIV Positivo, tomou posse de um terreno aonde já foi expulso três vezes, Tomou 21 sozinho com quem só tinha 14 João danilo, e diz que foi com o falecido Marcos Panqueca. Fernando de Oxumarè e William de Yansã, São dois pai de santo de uma casa só, eles mesmo plantaram seu asè depois que foram expulsos da casa do Djalma de oxalá, vive andando de trem pra trabalhar e gosta de ostentar seus Candomblés com o dinheiro do William, que teve seu carro todo fuzilado por agiota que devia, mas agora estão tentando ser alguém como eram no Djalma tentando na casa da ekedi sapatão.

EMPATADOS EM SEGUNDO LUGAR:
Cláudio de Oxossi, Estelionatario, 171, Come o cú do próprio filho de santo Robinho de ogum que é outra bixona, cheira cocaína, HIV positivo, traficante do dick, vive querendo a cabeça de todo mundo.
E Bruno folgas de xango, tomou 3 obrigações de 3 anos, 3 seis anos, e dois 12 anos, nunca deu certo em nada nem em lugar nem um, aidético confirmado, vive as custa do caso, que é seu filho de santo, tirou yawo sem ter nada Plantado no asè, só enfeitado pra pensarem que tem. Uma desgraceira sua makumba, aonde faltou tudo, roupa pra santo, comida pro povo, água pra beber e fé.

EMPATADOS EM PRIMEIRO LUGAR :
André do Rechilier de Omolu, é pai de santo da mesma mulher que ele come o cú, ñ sabe nada, toca na varanda de casa, a festa atraza 5 horas, as pessoas só jantam depois que acabam tudo que já é sete horas da manhã, só gosta de chamar santo de pai de santo pra tentar enaltecer seu nome. Toca no mesmo dia que o pai de santo, faz festas sem ter nada arrumado, aliás só a varanda e os santos arrumados, faz o filho aidético Hianik de oxum fazer empréstimo pra fazer seu Candomblé, Trocou o santo do Leandro Sargitarios de oxum para omolu, que ele mesmo criou quando fez santo. E depende da sapatão pra fazer seu Candomblé.
E Donclé de Gomgobila na angola, yemonja no Gege e agora de Logun - Ede no Ketu, tomou 3 anos com dois anos de santo, 7 anos com seis anos e 14 com 13, e agora com certeza vai tomar 21 anos com 20 ou 19 porque ele não aguenta esperar muito. Vira com una pombogira palhaça, Da 7 anos nos outros com duas galinhas, reaproveita o queles de filhos de santo que o deixaram depois de ver suas loucuras, cai na porrada com filhos de santo de kele, joga santo na lixeira, no sol e até na rua, roba roupas dos outros e aparamentas, é cafetão de uma terma na vila mimosa aonde rouba todos os clientes para fazer seu Candomblé, foi pai de santo do próprio caso, não tem fé e nada é leva a makumba numa brincadeira de criança...

E assim vai o nosso Candomblé, porque o Show Não Pode Parar😂😂😂
Estamos de olho ein
[13:07, 25/1/2017] +55 21 99351-0216: Outra lista
[13:07, 25/1/2017] +55 21 99351-0216: 🙄🙄🙄

[17:15, 24/1/2017] : Em décimo lugar : Henrique do Oxossi , policial Babalorisa. Metido a certinho , mas é gay inrustido , sai com filhos de santo , já brigou várias vezes com sua mãe de santo , nunca foi feito , apareceu do nada . Em nono lugar : Alexandre chauen : gosta de dar uma de santinho , fala da vida de todo mundo , foi feito com um pintinho largado em praça pública , não teve cabrito nem galinha da angola. Casado a mas de 20 anos , mas adora trepa com filhos e netos. Em oitavo lugar : Marcelo de pombogira : morreu e ressuscitou , dizem que foi um golpe no seguro milionário . Adora tirar rios de grana de clientes no Rio e Porto alegre. Pai de santo de traficantes , milicianos e bicheiros. Em sétimo lugar : Nil de Yemanjá , casado com mulher , já transou com vários filhos de santo , golpista , 171 , nunca foi feito. Seu Waldomiro baiano que acertou suas coisas com uma galinha da angola . Em sexto lugar : Marcus Vinicius de omolu , 171 , explora cliente do sul América com mentiras. Caso de um velho de 80 anos que sustenta sua vida de luxo . Adora transar com filhos e netos. Tem uma rede de prostituição na Europa . Em quinto lugar : Baba Mauro de Oxum , esse se destaca pelos bacanais que realiza com seus caso e filhos de santo . Não pode colocar os pés na casa matriz em salvador . Vende apostilas que fez vários cursos no icapra. Nunca fez santo , herdou um barracão de Gegê e se intitulou pai de santo. Em quarto lugar : Tatyana de Aira , vive de aparências , não sabe nada além de cantar . Não sabe jogar búzios , nem tirar ebó . O que sabe muito bem , é transar com filhas de santo e viver de aparência com uma relação familiar , 171 , suja o nome dos seus filhos no banco para fazer Candomblé. Cagaram em cima do seu iba de santo , e destruíram toda sua casa , quando tinha barracão alugado . Todos são feitos com um ebo iku e uma galinha velha. Em terceiro lugar : jaciel de Iansa , 171 , safado . Enganador de clientes. Nunca fez Santo , era do axé Guaíba . Transava com seu Babalorisa , para confirmar sua feitura . Não sabe ebó , sua simpatia é para esconder seus podres. Em segundo lugar : pai kil do Oxossi , não cuidou do seu Paulo na doença , ao contrário . 171 , adora transar com filhos e netos . Para ser alguém no Candomblé transava com seu Waldomiro , seu gamo de Oxum , seu Paulo , jobi . Em primeiro lugar :Jesse Miranda, apareceu do nada, nunca fez santo , responde a vários inquéritos por estelionato , já foi preso quando tinha 18 anos , acusado de passar HIV para filhos de santo . Cuidado estamos de olho em pessoas ardiloso , teremos o prazer de ver o fenecimento de todos ! Nada ficará implícito ou incólume a nossa visão . As nódoa do candomblé serão revelados , iremos suscitar as pérfido veneta desse povo !!!
                   
[17:15, 24/1/2017] : AS MARMOTEIRAS APAGADAS : EM DECIMO LUGAR : JAILTON DE OXOSSI , VIVE DE POMBOGIRA 24 HORAS , AO PONTO DE TRANSAR INCORPORADO . FUMA UMA MACONHA DENTRO DO BARRACÃO . NONO LUGAR : ALEXANDRE DE ROCHA MIRANDA : ESSE ALÉM DE BURRO É CABEÇA GIRATÓRIA. TEVE CASO COM GINDE , E FOMÃO . FALIDO GOSTA DE DAR UMA DE RICO AS CUSTAS DE TRAMBIQUES . EM OITAVO LUGAR : JÚNIOR DAS 3 SETAS : SAFADO , ESTELIONATARIO , SO VIVE DE ORGIAS NA PISCINA . RASPA YAWO COM O CÚ CHEIO DE LEITE . EM SÉTIMO LUGAR: AUGUSTO DE OXOGUIA SANTÍSSIMO , GOLPISTA , NAO PAGA NINGUÉM , VIVE EM SAUNA GAY SAINDO COM GAROTOS DE PROGRAMA. EM SEXTO LUGAR : EDINHO DE XANGO , TRAMBIQUEIRO , TRANSA NO PRÓPRIO BARRACÃO EM SEPETIBA COM AMIGOS , FAZ ORGIAS AGORA NO ANCHIETA . EM QUINTO LUGAR , GIZELE DE OXUM , TEM VARIOS CASOS, APESAR DE SER GORDA AO EXTREMO , ADORA FAZER SEXO COM HOMENS E MULHERES. INCLUSIVE JA TRANSOU MUITAS VEZES COM JOAO DANILO QUE É CARIMBADO . EM QUARTO LUGAR : TATYANA DE AYRA , EQUEDE DE FAIXA , CONTA TEMPO DE ANTIGAMENTE. BURRA , SÓ SABE CANTAR CANDOMBLÉ , PORQUE APRENDEU COM SEU MARIDO DE FAXADA GAY . SAPATÃO , CASO DE DEDE , NAO CONSEGUE COMPRAR UM CARRO DEVIDO A NOME SUJO EM TODA A PRAÇA .EM TERCEIRO LUGAR : JOAO DANILO , CANTA CANDOMBLÉ COM O NARIZ CHEIO DE PÓ , ADORA CUMER VIADO , MAS ADORA DAR O CÚ TAMBÉM. FOI CASO DO 71 DO MARCUS VINÍCIUS DE OMOLU , EM SEGUNDO LUGAR , IVAN DE OXOGUIA , BICHONA IRROSTIDO , ADORA SAIR COM GAROTOS DE PROGRAMA E TAMBÉM TEM UM CASO EXTRA COM SUA EQUEDE , VICIADO EM ÁLCOOL E COCAINA , EM PRIMEIRO LUGAR , EBOMI FERNANDA DO OLARIA .VICIADA EM DROGAS , HIV POSITIVO , DAR DIRETO PARA SEU BABALORISA MARCUS VINÍCIUS , CHEFE DA REDE DE PROSTITUIÇÃO DELE JUNTO COM ARIADNA.

     O LADO PODRE DO CANDOMBLÉ DO RIO DE JANEIRO!



"A cada dia que passa, estou chegando a conclusão que realmente o Povo de Candomblé não vale aquilo que defeca"

Existe em circulação pelos meios de comunicação, a priori no WhatsApp, uma "Lista Negra" com os nomes de Pais e Mães de Santo do Estado do Rio de Janeiro, na qual os autores da mesma, nomeiam do 1º ao 10° lugar os "mais difamados" e do 1º ao 10º lugar os denominados "as marmoteiras apagadas".

Esse grupo de pessoas, fazem menções aos Pais e Mães de Santo, quanto as suas orgias sexuais, consumo de álcool e drogas, crimes de estelionato, aliciamento de menores, crimes de prostituição, condutas impróprias no exercício do sacerdócio, pseudos sacerdotes, comércio religioso e ainda citam os portadores do vírus HIV, ou seja, os denominados soros positivos.

Ainda podemos encontrar nessa lista a seguinte descrição: "Cuidado estamos de olho em pessoas ardiloso, teremos o prazer de ver o fenecimento de todos! Nada ficará implícito ou incólume a nossa visão. As nódoa do candomblé serão revelados, iremos suscitar as pérfido veneta desse povo!!!"

A expressão "pérfido veneta" chega a ser hilário, da qual tenho certeza que aquele que mencionou, não sabe o que estava escrevendo.

Pois bem...

Esse tipo de atitude caluniosa e difamatória irá colaborar com a nossa religião em que sentido, há não ser denegrir mais ainda a imagem dos adeptos do candomblé? Pelo o que sei, muitas das pessoas ali citadas ainda continuam com seus Terreiros de Candomblé em pleno funcionamento, ganhando "rios de dinheiros", com suas atividades ilícitas ou não.

Querem "limpar" o Candomblé do Rio de Janeiro? Sugiro que criem um "Grupo de Extermínio Religioso" muito bem preparado, pois essa suposta "Lista Negra" de nada vai funcionar, e todos sabemos que para conseguir "armamento pesado" não é tão difícil assim.

Quando de minha menção "sugiro que criem um Grupo de Extermínio Religioso" estou plenamente ciente que isso pode ser caracterizado o Artigo 287 do Código Penal "Apologia ao Crime". Mas ainda continuo a incentivar os autores da referida lista, pois aí saberemos até onde vai a sua coragem de entrar em um Terreiro de Candomblé, quebrar tudo, incendiar, assassinar os dirigentes e seus seguidores (que é para não deixar rastros), porque colocar nome em lista e se esconder por detrás de uma tela de computador ou celular é muito fácil. Quero ver se arriscar em LIMPAR AS SUJEIRAS DO CANDOMBLÉ e passar o RESTO DE SUAS VIDAS EM CÁRCERE PRIVADO, ensinando e aprendendo candomblé dentro de um SISTEMA PENITENCIÁRIO.. Isso é sinônimo de COVARDIA!!!

Deixo bem claro que essa postagem não tem o intuito de defesa de quem quer que seja, pois não me interessa a vida de outras pessoas há não ser a minha própria vida. Só quero apresentar a todos de minha página e aos compartilhamentos dessa, A QUE PONTO CHEGA O SER HUMANO, se assim podemos chama-los.

Baba Guido Olo Ajaguna.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

TERREIRO DE CANDOMBLÉ EM SOLO PRÓPRIO NÃO DESMERECE AQUELE QUE ESTA EM SOLO ALHEIO!


TERREIRO DE CANDOMBLÉ EM SOLO PRÓPRIO NÃO DEMERECE AQUELE QUE ESTA EM SOLO ALHEIO!

De certo que exista uma linha que separe um Terreiro estabelecido em casa própria daquele que se estabelece temporariamente em casa alugada.

Sabemos que em terras próprias podemos “acomodar” determinadas Divindades, Deidades e Entidades, que não se poderiam fazer presentes em terras alheias. Mas isso não implica no impedimento de realizar ritos de iniciação e consagração, pois se assim o fosse, muitos iniciados deveriam fazer a sua re-iniciação no Culto aos Òrìà.

Poderia aqui nessa postagem, citar nomes de Grandes Baba e Ìyálòrìà que começaram o seu Legado Religioso em casas de aluguel e se mudaram por várias vezes para outras casas ainda que alugadas, até seu Terreiro se estabelecer definitivamente em sua propriedade.

Mas não vejo essa necessidade de dar “nome aos bois”, pois muito dos meus leitores tem a mesma “idade de santo” que a minha pessoa e muitos aqui ainda são “meus mais velhos” e devem recordar perfeitamente daqueles que começaram a sua “Jornada Religiosa em Terra Alheia”.

Entretanto, é inadmissível ouvir de um Baba ou Ìyá, assim como de seus descendentes, que num passado principiou suas atividades em solo alheio dizer: “Quem não tem casa própria, não pode ser Pai ou Mãe de Santo, não pode abrir Casa de Santo”. Aquele ou aquela que assim diz, esta se referindo a si próprio de que maneira? Para que tamanha hipocrisia? Qual a finalidade de querer esconder esse passado?

Em uma colocação mui particular, acredito que a frase mais adequada seria a seguinte: “No passado eu tinha Terreiro de Candomblé em casa de aluguel, mas lhe aconselho abrir a sua Casa de Santo em terreno próprio pelos seguintes motivos...”.

Mas infelizmente em nossas vidas “Temos histórias para contar e histórias para esconder”, até mesmo em nossa vida religiosa.


Baba Guido Olo Ajaguna